Alergia atópica nos cães

Francisco Beck Neto   ///   Abr 10.2021 /// 12:45 pm

É comum ver os pets se coçando e logo os tutores pensam em pulgas ou carrapatos. E, mesmo se após os exames feitos pelo médico-veterinário a coceira não parar, fique atento! Seu bichinho pode estar com dermatite atópica canina. 
Entenda melhor a dermatite atópica canina:
Até alguns anos atrás, pouco se ouvia falar em dermatite atópica canina e seus remédios. Mas, segundo uma pesquisa realizada pelo grupo farmacêutico Zoetis e publicada na revista Saúde, uma em cada seis consultas veterinárias é realizada por conta da doença.
A dermatite atópica é uma doença de caráter genético que acomete primordialmente cães”, explica a médica-veterinária da Petz, Dra. Maria Teresa Vieira. 
“São cachorros que apresentam sensibilidade a alérgenos presentes no meio ambiente, desenvolvendo uma reação pruriginosa e que pode interferir na qualidade de vida deles”, completa.
Entre os fatores que costumam desencadear a dermatite atópica, a especialista cita alérgenos muito presentes na rotina dos cães, como ácaros, bolores, poeira e pólen.
Ou seja: nem é preciso que o cão saia de casa para encontrar um gatilho para a crise atópica. Ao contrário: quanto mais tempo ele passa confinado, mais ele fica exposto ao problema.
Quais os sintomas e como reconhecer a atopia?
Muito incômoda, a coceira é um sintoma pouco específico, podendo indicar desde a presença de ectoparasitas até tédio e ansiedade. 
Essa é uma das principais dificuldades em reconhecer a atopia, já que os sintomas são justamente a coceira, assim como complicações decorrentes dela.
Por isso, preste atenção sempre que seu filho de quatro patas apresentar: Coceira; excessiva;
 Vermelhidão e descamação da pele;
Hiperpigmentação;
Alopecia;
Otite de repetição;
Lesões bacterianas ou fúngicas.
Sobre a coceira, a Dra. Maria Teresa alerta para o fato de ela poder se apresentar de forma tradicional ou por meio de lambedura excessiva nas pata e abdômen. Raças mais afetadas pela dermatite atópica canina.Entre os estudiosos, ainda não existe um consenso sobre a razão por trás do aumento do número de casos de atopia. Nesse sentido, muitos defendem a “hipótese da higiene”. Essa teoria diz que a diminuição do contato com agentes perigosos teria enfraquecido o sistema imunológico dos pets, deixando-os mais propensos a alergia. Mas afinal, a dermatite atópica canina é contagiosa? Ainda não se sabe a certo. Mas, o que se sabe é que o fator genético tem um papel importante no desenvolvimento da doença. 
Dessa forma, quanto mais restrita é a linhagem, maiores as chances de o pet ter atopia.
Sendo assim, algumas das raças mais populares são também as mais propensas ao problema, com destaque para shih-tzu, lhasa apso, labrador, maltês e buldogue francês.
Entenda o diagnóstico e o tratamento da dermatite atópica.
Como visto, a dermatite atópica se manifesta a partir do contato com substâncias muito variadas e nem sempre fáceis de identificar, o que dificulta o diagnóstico.
“Ele é realizado pela exclusão de outras dermatites alérgicas e não alérgicas, a partir do histórico completo do pet, dos sinais clínicos e dos resultados de exames de raspado de pele e culturas, por exemplo”, explica a Dra. Maria Teresa.
Segundo ela, a partir do momento em que é dado o diagnóstico de dermatite atópica, o veterinário também pode solicitar testes intradérmicos ou sorológicos. A fim de detectar os agentes potencialmente danosos para o indivíduo.
“Desses, o método intradérmico costuma ser o mais aceito e utilizado”, esclarece a especialista.
Confirmada a dermatite alérgica, saiba que ela ainda não tem cura. De modo que o tratamento consiste no controle da doença.
Entre as medidas citadas pela veterinária estão o uso de anti-histamínicos, tratamento de infecções secundárias (com antibióticos, no caso das bacterianas).
E, ainda, shampoos para dermatite atópica canina. Além de administração de suplementos, como ácidos graxos ou mesmo de rações medicamentosas hipoalergênicas. 
“Indicamos essas rações como coadjuvantes no tratamento de atopia. Pois sabemos que, mesmo que o pet não tenha alergia alimentar, a proteína de origem animal é um potencial alérgeno”, diz. 
Lembrando que qualquer tratamento deverá ser recomendado por um veterinário, após uma consulta. Por isso, se suspeitar que seu amigo pode ser um atópico, não deixe que a coceira evolua. Agende já uma consulta para ele em uma das clínicas Petz mais perto de você!
Originalmente Publicado em 24 de junho de 2019, por Petz

Francisco Beck

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